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Um Passo Além: A Expansão na Fotografia e nas Artes


sobreposição de fotografias retrato
Foto por Lilian Barbon 🇧🇷

A expansão é um conceito que, à primeira vista, parece conter em si a ideia de crescimento, de algo que se amplia para além de seus limites iniciais. Ainda assim, essa percepção é apenas a superfície de uma reflexão mais profunda. Ao pensarmos em expansão, é preciso questionar: o que exatamente está se expandindo? O que isso nos diz em termos de transformação? Expandir não é apenas estender, mas, talvez, seja romper, transgredir e redesenhar as fronteiras do que conhecemos e entendemos.


Quadro de mulher com maos no rosto com mancha vermelha
Arte por Thais Bertolin 🇧🇷

Na fotografia e nas artes, essa dilatação tem se manifestado de maneiras que transcendem o simples registro de uma imagem ou a criação de uma obra. Estamos imersos em processos criativos que desafiam as noções convencionais de representação e técnica, que ultrapassam os contornos tradicionais para engendrar algo que não apenas contemplamos, mas experenciamos e vivemos.



foto de homen caminhando com vidro quebrado na frente
Foto por Dylan Pieczarka 🇧🇷

Essa ideia de propagação ou amplitude, portanto, não se restringe ao campo da técnica ou da estética; ela nos leva a questionar as próprias barreiras da consciência e da percepção. Carl Jung sugere que a razão, com todas as suas limitações, nos confina a uma experiência reduzida da vida. A arte, em oposição, opera como via de acesso ao que está além do racional.


Mulher dançando movimento borrado
Foto por Arthur Celso 🇧🇷

Quando olhamos para uma obra que transcende o mero registro do real, somos confrontados com a possibilidade de acessar camadas mais profundas da experiência humana, onde o inconsciente se manifesta e nos desafia a integrar o desconhecido em nossa compreensão do mundo. Estamos falando de ver, mas não somente disso: também de sentir, intuir e, em última instância, permitir que essas imagens heterodoxas e expansivas rompam com as fronteiras do que julgamos possível.


escultura de cabeça com duas faces destacadas  colocadas em mesa de vidro
Reprodução Fotográfica feita por Silvia Brum da Escultura de Paulo Favalli 🇧🇷

As fotografias com intervenções, por exemplo, ao subverterem a lógica e a previsibilidade, abrem espaço para o inesperado, para o encontro com o mítico e o simbólico, elementos que a razão e a literalidade, sozinhas, não podem apreender.


Mulher nua sentada com criança no colo, com palavras bordadas Há tres anos voce nao trabalha
Fotografia por Malu Teodoro 🇧🇷

Nesse sentido, a arte se torna uma forma de sincronicidade, uma revelação que transpassa

o véu do visível e nos conduz a uma experiência mais rica e integradora da vida. Ao explorar esses territórios, a expansão na fotografia e nas artes revela-se como algo maior, que não precisa estar intrinsecamente ligado ao próprio autor, mas que pode viver autonomamente no imaginário coletivo.



Imagem abstrata parecendo um rosto humano desfigurado com maos queimadas apoiando a face
Foto por Juhpiter 🇧🇷

É nesse encontro entre o palpável e o intocável que a obra se emancipa, desafiando-nos a questionar e sobrepujar nossas próprias limitações, e, assim como sugere Roland Barthes, tornar-se um espaço onde o espectador é convidado a ser coautor de seus múltiplos significados.



Fotografia sobreposta retrato mulher
Foto por Angela Rosana 🇧🇷

Escrito por Angela Rosana,  saiba mais sobre mim aqui.  

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Todas as imagens foram cedidas.

Os créditos aos fotógrafos constam nas imagens, com links para os respectivos perfis no Instagram.

Conheça mais o trabalho de cada um nos links das fotos!


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Publicação das fotos no Instagram em agosto de 2024

1 comentário

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Paulo Favalli
Paulo Favalli
27 de ago. de 2024
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Querida Ângela,


Quanta honra de ter meu trabalho ilustrando teu artigo “Um Passo Além: A Expansão na Fotografia e nas Artes”.


Que seleção de imagens!

Todas belas e fortes.


Ler teu lindo texto, intercalado por estas belas fotos, permite agradável reflexão sobre o tema da expansão para além da obra em si na Arte e seus alcances no imaginário coletivo.


Adorei!

Paulo Favalli

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